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terça-feira, 15 de junho de 2010

Leia entrevista de Zé Maria ao “A Tribuna”

O jornal A Tribuna publicou em sua edição de hoje uma entrevista com Zé Maria, nosso pré-candidato à presidência da república. O conteúdo completo da entrevista está no blog de política do jornal, o “Nos corredores do poder”. Aproveitamos para publicá-lo aqui com uma pequena correção: Segundo o jornal, ao ser perguntado pelo programa, Zé Maria teria respondido que o “pagamento das dívidas” faria parte do mesmo quando o correto é exatamente o “não pagamento”. Obviamente um erro de grafia do jornal, mas de toda forma segue a entrevista com a correção.

Zé Maria, presidenciável do PSTU

José Maria de Almeida é metalúrgico, tem 52 anos, pai de Gabriel, de 12, e é candidato a presidente da República. Talvez você lembre dele da propaganda eleitoral na TV. Ele se apresenta como Zé Maria e disputou esse cargo outras duas vezes, em 1998 e em 2002, quando entoou o bordão do partido: “Contra burguês, vote 16”.

16 é o número do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). A legenda nasceu em 1994 e tem, entre os fundadores, vários ex-petistas, descontentes com os rumos do partido da estrela vermelha. Zé Maria conhece bem o presidente Lula. Ficou preso com ele, na década de 70.

O presidenciável esteve em Santos no fim de semana participando do Congresso da Classe Trabalhadora (Conclat).

Por que não ocorreu a coligação do PSTU com outros partidos de esquerda?
Nós queríamos fazer. Propusemos desde agosto do ano passado, mas não conseguimos um acordo sobre o programa e sobre o critério de financiamento de campanha. Quando o PSOL procurou a Marina Silva (PV) para fazer coligação no ano passado, sinalizou para nós uma discordância de programa muito grande. Porque, para nós, a candidatura implica na defesa de um programa socialista para o País. E a Marina defende a continuidade do modelo econômico que está aí, como ela diz reiteradas vezes.

Mas no passado o PSTU apoiou o PSOL...
Fizemos a coligação com o PSOL porque construímos um acordo programático que era aceitável para os dois partidos. Então, na medida em que a Marina não aceitou fazer a aliança com o PSOL, retomamos o debate sobre o programa, mas a decisão do PSOL, que lançou agora a pré-candidatura do Plínio de Arruda Sampaio, é diferenciada do programa que o PSTU defende.

E qual é esse programa?
Nós achamos que um programa socialista pressupõe não pagar a dívida interna e externa, estatizar os bancos e o sistema financeiro, estatizar as grandes empresas, romper com o Fundo Monetário Internacional (FMI), estatizar o latifúndio, o agronegócio, as empresas que exploram os recursos naturais do País como a Vale do Rio Doce e reestatizar a Petrobras, porque ela vem sendo privatizada. São medidas que, na nossa opinião, são essenciais para que os recursos que o Brasil tem e a riqueza produzida pelo trabalho possam ser utilizados para atender a necessidade do povo. Sem isso, não muda o Brasil. E o pessoal acha que essas medidas são radicais demais. Vão no contrassenso do senso comum das pessoas. E há razão nisso. Vão mesmo. Só que eles valorizam muito essa relação com o senso comum para eleger o deputado. Nós também queremos eleger deputados, mas sem deixar de dizer a verdade para as pessoas. Hoje não temos deputados porque priorizamos esse tipo de campanha, para dizer o que o Brasil precisa fazer para mudar e o que o povo tem que fazer para que essa mudança ocorra.

O fato de o PSTU não receber dinheiro de empresas para a campanha ajudou a afastar aliados?
Esse é outro tema fundamental da nossa campanha. Não aceitamos dinheiro de empresas. Fazemos a campanha com a contribuição da própria militância, de trabalhadores e de jovens que concordam com o PSTU. Obviamente fazendo uma campanha muito mais modesta do que a deles. Nossa campanha não vai custar R$ 250 milhões, que os comandos do PT e do PSDB estão dizendo que vão custar suas campanhas. Vai custar, provavelmente, R$ 250 mil. É o que vamos conseguir arrecadar. Nós dependemos da ajuda dos trabalhadores, que não têm dinheiro para ficar gastando em campanha eleitoral.

Como o senhor analisa os gastos das outras campanhas?
O José Serra também não tem R$ 250 milhões para gastar. Nem a Dilma Rousseff. Como eles recolhem esse dinheiro? Eles recolhem com os bancos, com as empreiteiras, com as grandes empresas. E depois, quando ganham, governam para quem? Para os bancos, para as empreiteiras. Por isso que nós não aceitamos esse tipo de doação.

O governo, então, começa na campanha?
Sim. Os empresários fazem um investimento. Eles pagam a campanha do candidato e, depois, a autoridade eleita governa para eles, e não para o povo.

O senhor citou algumas ideias que muitos leram nos livros, quando estudaram. o que, de novo, o socialismo apresenta?
O problema é que essas mudanças são a base de uma sociedade igualitária que o País precisa. Infelizmente nunca tivemos isso no nosso País. Nosso País é a oitava economia do mundo, deve ser a quinta economia do planeta. É muito rico. Tem plenas condições de prover tudo que o povo precisa para ter uma vida digna, mas nós vivemos nessa condição de desigualdade. A primeira condição para mudar é exatamente isto: abolir a propriedade privada, colocar os recursos e a riqueza do País a serviço das necessidades do povo. A segunda fundamental tem a ver com a forma de governar.

E como deve ser?
Não pode ser como se governa agora, com deputados, governadores e presidente sendo eleitos financiados pelos bancos. Nós temos que construir instituições para o povo governar o Brasil. E é o povo governando o Brasil que vai criar as condições para mudar o País. Queremos levar para o processo eleitoral essa ideia. A classe trabalhadora brasileira acalentou, no final da década de 70, com a construção do PT, com a projeção do Lula, o sonho que ela poderia governar o Brasil. E governando o Brasil, mudar a prioridade, fazer com que no País a prioridade fosse o povo, e não o banqueiro. O Lula, para chegar ao Governo, abandonou essa ideia e fez um acordo com os bancos, com as grandes empresas e está fazendo um governo que mantém as mesmas prioridades de antes. Nós queremos resgatar aquele sonho da classe trabalhadora governando o País não com o banqueiro, mas contra ele.

O PSTU não reconhece avanços nos programas sociais do Governo Lula?
Não. Vou te dar dois exemplos, que o Governo mesmo costuma apontar como pontos fortes: o salário mínimo aumentou 57% em sete anos e meio, o Lula apresenta isso como grande vantagem. Nós não achamos que seja. Por que? Porque o lucro das grandes empresas, nesse mesmo período, aumentou 400%. Os bancos aumentaram a rentabilidade em 850%. Pergunto para você: por que o salário mínimo não aumentou 850%, ao invés de 57%? Porque a prioridade, na alocação da riqueza que o Brasil produziu nesses anos, foi para o banco. Esse é o resultado da política que o Lula aplicou. Veja o Bolsa Família: o Governo se orgulha, se apresenta no mundo todo como campeão do combate à pobreza. O Bolsa Família atende 12 milhões de pessoas e gasta R$ 12 bilhões, R$ 13 bilhões por ano. São 44 milhões de brasileiros que dependem disso. O Bolsa Família é uma ajuda, que varia de R$ 90,00 a R$ 130,00, para que uma família viva. O Lula gasta mais de R$ 130,00 por dia, com ele só. Como ele quer que uma família viva com R$ 130,00 por mês? O Brasil é um País rico, poderia e deveria assegurar a essas famílias emprego, salário digno, moradia digna, acesso à saúde, à educação pública. É isso que essas famílias merecem e não R$ 130,00 por mês. E o Brasil pode atender a essas necessidades se deixar de priorizar as empresas. O Governo está ajudando as fábricas de carro do País a vender desde o final de 2008. São algumas das fábricas mais ricas do mundo, que recebem recursos públicos.

O senhor falou da necessidade de reestatizar a Petrobras, mas hoje os indicadores internacionais a apontam como uma das principais empresas do mundo. com maior controle governamental, ela não pode perder competitividade?
Não. Ela vai ser maior do que é. A riqueza de petróleo que nosso País tem é enorme. Agora com o pré-sal, mais ainda. Qual o problema? Os donos da Petrobras hoje são os fundos de investimento dos Estados Unidos. Mais de 40% das ações são negociadas lá e eles controlam a administração da empresa. É uma empresa riquíssima, que funciona em função de que? Para alocar essa riqueza para atender as necessidades do povo? Não. É para mandar lucro para Nova Iorque, para os fundos de investimentos, que são os donos das ações da empresa. A discussão hoje no Congresso Nacional é sobre os royalties. O que vamos fazer com os royalties? Vão para o Rio de Janeiro? Vão ser distribuídos para todo o País? São 5% da renda do petróleo que eles estão discutindo. E os outros 95%? Vão continuar sendo apropriados pelos acionistas da Petrobras? Ou são do povo brasileiro? Nós achamos que têm de ser do povo brasileiro 100% da renda do petróleo. Para isso, a empresa precisa ser estatal. Para isso, ela não pode ser administrada em consonância com os interesses dos fundos de investimentos americano. Tem de ser administrada em função dos interesses brasileiros.

Esse discurso vale para outras empresas?
Vamos ter de reestatizar a Vale do Rio Doce. Os minérios que a Vale explora em nosso País são de importância estratégica ilimitada. A empresa lucra mais de R$ 20 bilhões por ano. Vai para onde esse dinheiro? Para os mesmos fundos de investimentos que são donos da Petrobras, que são os donos das ações da Embraer. A riqueza produzida aqui é remetida lá para fora.

Uma das propostas do PSTU é para que a população escolha os representantes do judiciário e da polícia. O senhor acha que o Brasil está maduro para essas medidas?
Eu acho que o Brasil não pode suportar mais a bandalheira que são os sistemas policial e judiciário do País. O crescimento e a predominância do narcotráfico e do crime organizado na vida social das periferias das grandes cidades seria impossível sem a conivência da polícia ou do Judiciário. Impossível. Todos os dias surgem escândalos. É justamente essa estrutura antidemocrática que permite essa situação. A população toda é vítima de uma violência infernal, e a nossa juventude, que mora na periferia, ora é vítima da violência do narcotráfico, ora é vítima da violência da própria polícia, que entra na favela atirando e matando as pessoas só porque são negras e pobres. Isso é inaceitável. Isso só existe porque ninguém controla a polícia. Ou, quando controla, é o próprio narcotráfico que controla. Tem que mudar. A mesma coisa o Judiciário. Como o juiz se dá o direito de decidir as coisas que decide, sempre a favor do rico, sem que ninguém possa contestar? Por que? Nós achamos que tem que mudar. A Justiça é um dos serviços mais importantes que a população tem de ter acesso.

O senhor conheceu bem o Lula, na década de 70. Qual a principal mudança do Lula da década de 70 e hoje, como presidente da República?
Estivemos presos juntos. Ideologicamente, com franqueza, o Lula sempre isso que ele é hoje. Na cabeça dele, desde aquela época, ele queria ser presidente da República. Ele nunca teve compromisso com mudança, de fundo, da estrutura econômica e social do País. Quando a gente perguntava para ele, naquela época: você é marxista? Você é socialista? Ele brincava: eu sou torneiro mecânico. Que é uma forma de desqualificar a experiência histórica da classe trabalhadora e o debate político. Ficava fazendo brincadeira para não assumir nenhum compromisso de conteúdo. Ele, naquele momento, lutava ao lado dos trabalhadores porque estava vinculado ao processo de lutas. Isso mudou. Ele se afastou do processo e, para poder realizar o sonho de ser presidente da República, ele fez aliança com o grande empresariado e com os banqueiros. E está fazendo um governo para os grandes empresários e banqueiros, virando as costas para aquilo que era o sonho dos trabalhadores que o elegeram, que era mudar o País, inverter a prioridade nesse País. Isso o Lula ignora solenemente hoje.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nossos princípios

- A mobilização permanente dos trabalhadores
- Independência de classe
- Socialistas e revolucionários
- Internacionalismo
- Democracia operária
- Contra toda a opressão

* A MOBILIZAÇÃO PERMANENTE DOS TRABALHADORES
Não é por acaso que as bandeiras do PSTU são as mais vistas com muita freqüência nas mobilizações dos trabalhadores e jovens em todo o país. Nós apoiamos as greves e estamos em sua linha de frente. Apoiamos as ocupações de terra, assim como as ocupações de prédios públicos.O PT que foi formado a partir das grandes greves da década de 80, hoje se afasta destas mobilizações. Como toda a estratégia da direção do PT está voltada para as eleições, busca freiar todas as lutas diretas dos trabalhadores. A preocupação do PT é se desvencilhar do passado das greves, e em particular das ações mais radicalizadas. A direção da CUT está também cada vez mais distante das bases e das lutas, com suas estratégias de parceria com as empresas. Nas cidades e estados em que o PT está no governo, as mobilizações se chocam diretamente contra este partido. Em muitas, os governos petistas recorrem diretamente a uma violenta repressão.Nós defendemos todas as lutas dos trabalhadores e jovens, inclusive o direito das massas de utilizar ações radicalizadas contra a burguesia e o governo. Isso é muito diferente das ações ultras de setores de vanguarda descolados das massas, que só enfraquecem as mobilizações. Quando as massas dos professores se decidiram a fazer uma assembléia em frente ao Palácio do Morumbi, enfrentando Covas e a sua ameaça de repressão, estavam fazendo uma ação radicalizada de massas, assim como os sem terras ao ocupar uma fazenda.A direção do PT se horroriza com estas ações radicalizadas, porque elas se chocam com setores mais acomodados da classe média. Nós, ao contrário, defendemos as lutas das massas e seus métodos radicalizados.
* INDEPENDÊNCIA DE CLASSE
A sociedade está dividida irremediavelmente em classes sociais, com os patrões de um lado e os trabalhadores de outro.Os patrões querem ampliar a mais valia que retiram dos trabalhadores, e estes querem aumentar seus salários e melhorar suas condições de trabalho. Os burgueses querem manter a exploração capitalista, que é a base de sua sobrevivência enquanto classe; os trabalhadores necessitam- embora ainda não tenham consciência disso - derrubar a exploração capitalista, como única forma de resolver seus problemas mais básicos.A direção do PT é a responsável por um retrocesso no nível de consciência dos trabalhadores. No período do grande ascenso grevista da década de 80, existia na grande massa de trabalhadores uma consciência classista bem marcada: trabalhador é trabalhador, patrão é patrão. Esta consciência não vinha apenas dos choques diretos nas greves, mas de todo o processo político. Nas primeiras eleições, o PT se apresentava com o slogan "trabalhador vota em trabalhador". Desde o início da década de 90 , a direção do PT abandonou o classismo, a passou ao defesa da cidadania: "Todos somos cidadãos", o que inclui os trabalhadores e os patrões.Este é o discurso tradicional da burguesia para mascarar as diferenças de classe da sociedade dominada por ela. Não somos "todos cidadãos". Existem cidadãos da burguesia que controlam a sociedade, estão acima da justiça. Existem "cidadãos" trabalhadores explorados pelos "cidadãos" burgueses.Juntos da defesa da cidadania a direção do PT e PCdoB também defendem a ideologia da Frente Popular. Com a argumentação de que é preciso "ampliar" o apoio na sociedade, e ganhar as eleições estes partidos defendem as frentes eleitorais com os partidos burgueses como o PDT, PSB, PL, PMDB etc.Realmente é preciso ampliar o leque de apoio dos trabalhadores urbanos, mas buscando a aliança dos setores explorados da cidade e do campo. A frente popular "amplia" para o lado da burguesia. De aliança em aliança, quanto mais "amplo" é o acordo, mais restrito é o programa. Nós seguimos defendendo o classismo, a independência de classe, tanto nas lutas diretas dos trabalhadores como nas eleições.
* SOMOS SOCIALISTAS E REVOLUCIONÁRIOS
Nossa concepção de socialismo é radicalmente distinta das ditaduras stalinistas do leste europeu, confundidas propositalmente com o socialismo. Estas sociedades tiveram avanços importantes na solução de problemas básicos dos trabalhadores -como a miséria, a saúde e educação- ao terem sido expropriadas as grandes empresas. Mas mas foram dirigidas pela burocracia stalinista que reprimia os trabalhadores em defesa de seus próprios interesses materiais.A derrubada destas ditaduras por grandes mobilizações de massas foi um avanço importante do processo revolucionário. No entanto o retrocesso na consciência das massas provocado pelo stalinismo possibilitou que o imperialismo, aliado a setores da própria burocracia, conduzissem este processo para a a restauração do capitalismo nestes países , o que já um fato consumado. As grandes conquistas do passado estão se perdendo com a restauração nestes países, que pouco a pouco voltam a ser semicolonias do imperialismo.O PCdoB até hoje apóia o regime chinês, uma ditadura stalinista que conduziu diretamente a restauração do capitalismo neste país.Nós defendemos um novo Estado apoiado nas próprias organizações dos trabalhadores. Este Estado teria de se defender da contra-revolução burguesa, assumindo uma forma de democracia ampla para os trabalhadores e uma ditadura dos trabalhadores sobre a burguesia.Também nada temos a ver com a social-democracia, cujo maior representante no Brasil é o PT. A social-democracia européia dirige hoje a maioria dos países do MCE, e é o grande sustentáculo dos planos neoliberais na Europa. Por vezes inclui algumas compensações sociais, bem ao estilo do plano do PT para o governo Lula.Somos socialistas revolucionários, porque não acreditamos que poderemos chegar um dia ao socialismo através das eleições. Só uma revolução social, feita pelas massas trabalhadoras, com o proletariado industrial como sujeito social, poderá derrotar o capitalismo, possibilitar a expropriação das grandes empresas capitalistas, e abrir o caminho para o socialismo a nível internacional.
* INTERNACIONALISMO
Somos internacionalistas, porque não acreditamos no socialismo em um só país. A internacionalização da produção sob o capitalismo exige uma resposta também internacional. Não se pode avançar para o socialismo restringindo a evolução da economia nas fronteiras de um país. Não existem condições de superar o atraso econômico de um país como o Brasil somente com o nosso potencial interno, na medida em que a produção já parte de uma base mundial. Este fenômeno foi ainda mais ampliado com a globalização, que significou um salto na internacionalizaçao do capital.O fracasso do "socialismo em um só país" da burocracia stalinista -ideologia que servia para a burocracia manter os acordos de paz com o imperialismo, enquanto dizia avançar para o socialismo na URSS - demonstrou uma vez mais a necessidade básica do internacionalismo como componente básico do socialismo revolucionário.A revolução só poderá ter alguma viabilidade, na medida em que se generalizar a nível internacional. Uma revolução que terminar confinada em um espaço nacional estará condenada a limites estreitos de evolução, o que a empurra para a burocratização e a derrota. Por isto o PSTU não se dispõe a ser apenas um partido nacional, mas ser parte de uma internacional revolucionária. A LIT, nosso embrião de Internacional, é a concretização mais importante do internacionalismo.
*DEMOCRACIA OPERÁRIA
Nós somos defensores intransigentes da democracia operária. As burocracias sindicais estrangulam a participação e poder de decisão das bases para garantir os acordos com a burguesia. Não foi por acaso que o processo de burocratização da CUT se acelerou junto com o giro a direita da Articulação. Não foi por acaso que ocorreu o mesmo com o PT, que deixou de expressar as opiniões de suas bases, por exemplo em relação ao FORA FHC (amplamente majoritário em todos os Encontros Estaduais menos um, antes do Congresso nacional que votou contra esta proposta), para expressar os interesses dos setores parlamentares.É através da livre participação das bases operárias, populares e estudantis que se pode aferir a vontade e capacidade de luta das massas. Por este motivo somos os defensores de que todas as decisões mais importantes dos sindicatos se dêem em assembléias e congressos. Por isto lutamos contra todo processo de burocratização nos sindicatos e outras entidades populares.
*CONTRA TODA A OPRESSÃO
O PSTU defende uma posição clara contra a opressão racial e sexual. Assume publicamente uma postura militante na defesa dos direitos dos negros, das mulheres e dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros contra a opressão, e busca trazer esta luta como parte específica e particular no seio do movimento anti capitalista, aliando os oprimidos e explorados.
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